sábado, 3 de novembro de 2012

Como a cerveja salvou o mundo

Vídeo: como tudo funciona - CERVEJA - parte 5 final

Vídeo: como tudo funciona - CERVEJA - parte 4

Vídeo: como tudo funciona - CERVEJA - parte 3

Vídeo: como tudo funciona - CERVEJA - parte 2

Vídeo: como tudo funciona - CERVEJA - parte 1

A harmonização com cervejas

Harmonização vem da palavra italiana Abbinamento, que significa andar lado a lado, casar, formar par, unificar. 

Isso é o que se procura alcançar nas refeições focando sempre nas combinações por elementos em comum, com base em seus similares ou pelos seus opostos.

O objetivo das harmonizações é complementar ou diferenciar os sabores e sensações do que se come com o que se bebe. Para isso, devemos conhecer e enteder as características da cerveja e as do prato que queremos colocar lado a lado.

Há regras específicas para harmonizar sabores de um prato e de uma cerveja. O fundamental é o equilíbrio entre ambos: o prato e a cerveja devem se completar e não se sobrepor, um deve valorizar os atributos do outro.

As harmonizações podem ocorrer de duas maneiras:
  • Por semelhança: neste caso ocorre o encontro de elementos da comida que sejam similares aos da cerveja, gerando uma agradável conjunção de aromas e/ou sabores, fazendo com que as qualidades recíprocas sejam ressaltadas.
  • Por contraste: neste caso as características e sabores diferentes entre o prato e a cerveja se encontram acabam por valorizar a ambos.
As regras de harmonização existem, em sua grande maioria, para alcançar um patamar ainda mais alto de sensações e sabores, sem sobreposições, e não para criar discussões.

As principais características das cervejas que ajudam a buscar a compatibilidade com os alimentos são:
  • O tipo de malte: influencia na intensidade do sabor; mais torrado, como o de uma dark ale, ou menos torrado, como o usado em uma amber lager.
  • A quantidade de lúpulo: que determina a intensidade do sabor amargo e o tipo de lúpulo que determina o sabor amargo ou o aroma floral ou herbal.
  • O teor alcóolico: a quantidade de álcool na cerveja consiste uma característica determinante e significativa quando a utilizamos para harmonizar cervejas e comidas, pois a interação do álcool no sabor cria complexidade e ao mesmo tempo leveza.
As harmonizações clássicas:
  • Cervejas e queijos.
  • Cervejas chocolates.
  • Cervejas e pães.
  • Cervejas e sorvetes.

Ficha de degustação de Cervejas

No início pesquise e teste os modelos existentes, depois crie sua própria ficha de degustação.

Não esqueça de alguns dados importantes que uma ficha de degustação deve conter além dos itens técnicos:
  • Local e data da degustação.
  • Marca, produtor, origem, data de validade da cerveja e tipo da cerveja.
  • Teor alcoólico, ingredientes declarados, tipo de fermentação e alguma informação declarada no rótulo que julgue importante.
Fonte: Flávio Barone

Etapas da degustação de Cervejas

1) Avaliação da aparência.
  • Formação de espuma: fraca, forte, intensa, etc.;
  • Transparência: límpida, turva, brilhante, opaca, etc.;
  • Cor.
2) Avaliação da espuma.
  • A consistência da espuma: densa, esparça, cremosa, tamanho das bolhas, etc.
  • A manutenção ou persistência da espuma: quanto tempo a espuma leva para desaparecer, aderência na parede do copo.
3) Avaliação do aroma.
  • Para avaliar melhor o aroma da cerveja, o ideal é que o degustador deixe 4 a 5 cm de espaço vazio no copo ao servir.
  • Aromas: malte, lúpulo, álcool, frutas, temperos, etc.
4) Avaliação do sabor.
  • Para avaliar o sabor da cerveja é necessário dosar o tamanho do gole de forma que seja possível envolver toda a superfície da lingua.
  • Amargor: forte, fraco, intenso, persistente, etc.
  • Corpo: leve, encorpado, intenso, vazio, etc.
  • Retrogosto: sensação final na boca, permace na boca após engolir, drinkability.
5) Considerações finais.
  • Nesta etapa o degustador deve refletir acerca de todas as observações das outras etapas e emitir sua impressão geral da cerveja degustada.
  • Caso apareça alguma dúvida, pode-se reavaliar a questão.
  • Para expressar sua opinião final sobre a cerveja degustada o degustador de responder algumas perguntas como: quanto a cerveja me agradou ? O que mais me agradou ? O que menos me agradou ? O que não me agradou ?
  • Crie seu ranking particular e compare com outros.

Fonte: Flávio Barone

Preparação da degustação de cervejas

Fumar, fazer uso de medicamentos, tomar chá ou comer comidas condimentadas em demasia, não deve ocorrer por um período de 60 minutos antes da degustação.

O degustador não deve estar doente ou acometido de alguma dor física ou mental.

O estado físico, fisiológico e psicológico do degustador influencia no resultado da degustação.

Degustadores experientes podem degustar até 6 cervejas na mesma seção de degustação; para iniciantes o ideal é degustar até 3 cervejas na mesma degustação.

O local da degustação deve ser iluminado, limpo, isento de odores, silencioso, com temperatura agradável e sem circulação de pessoas ou animais.
  • As cadeiras devem ser confortáveis e a mesa utilizada deve estar limpa e possuir tamanho adequado.
  • Os copos devem ser de cristal, estar limpos e secos e serem transparente.
  • As cervejas devem estar a uma temperatura entre 4 e 6 graus centígrados.
  • O uso de perfume, batom ou maquiagens pesadas deve ser evitado.
  • As pessoas devem emitir suas impressões a respeito da cerveja após todos os degustadores terminarem a degustação.
  • As cervejas devem ser escolhidas com antecedência e a quantidade utilizada deve ser aproximadamente de 180 ml por degustador.
  • Os degustadores devem estar informados a respeito das cervejas que irão degustar (classificação, estilo, informações do rótulo, etc.).
  • Para limpar o paladar recomenda-se pão puro ou bolacha água e sal e água sem gás.
  • As roupas dos degustadores devem ser confortáveis.
  • A degustação deve iniciar pelas cervejas mais leves e menos alcoólicas e finalizar com as mais alcoólicas e complexas.
  • A degustação não é uma competição; o fato de perceber ou não sabores, acertar interpretações ou emitir impressões não está relacionado com ganhar ou perder.

Fonte: Flávio Barone

Aspectos gerais da degustação de cervejas

Para degustar cervejas não é preciso ser nenhum especialista, mestre cervejeiro ou mesmo possuir algum talento exclusivo ou especial.

Conhecer e estudar a classificação e os estilos de cervejas é necessário para saber o que esperar de cada cerveja antes mesmo de degustá-la.

Comer ou beber não é apenas um ato fisiológico, é um ritual que está permeado de símbolos, sinais, cores, texturas, temperaturas e de culturas.

O aprendizado da degustação de cervejas é um processo contínuo de treino e pesquisa de sabores. O ideal é começar por cervejas leves e menos complexas.

A idade, o sexo, o grau de instrução, a condição social, ser ou não fumante, etc., não influencia na degustação de cervejas. Toda e qualquer pessoa pode degustar de cervejas e interpretá-la.

O objetivo da degustação é identificar atributos e defeitos, interpretá-los e descrevê-los. Identificar rótulos ou marcas de cervejas é a utilização da memória gustativa.

O sentido do olfato é percebido na cavidade nasal, numa pequena área da mucosa, de poucos milímetros de extensão, onde se localizam as células nervosas responsáveis pela captação dos estímulos olfatórios.

A lingua possui regiões com diferente sensibilidade para a percepção de gostos.

Fonte: Flávio Barone

A degustação de cervejas


Você se lembra da última cerveja que provou ?

Talvez nem o sabor nem o aroma tenham permanecido em sua memória. E talvez você nem consiga descrever as sensações produzidas pela bebida.

Reside justamente aí a diferença entre beber e degustar.

Beber é simples: basta transferir o líquido da taça para a boca e dali direto ao estômago.

Na degustação, esse caminho passa pelo cérebro e pelo coração. Exige concentração, técnica, experiência, imaginação, memória e, sobretudo, paixão.

Degustar é sentir a cerveja e interpretá-la. Para isso é preciso educar as emoções, aprendendo a traduzi-las e descrevê-las.

Fonte: Flávio Barone

A filtração da cerveja


A filtração de cerveja tem como objetivo: 

- retirar as células de fermento, resinas e colóides, que constituem a maior parte das substâncias em suspensão; 

- Assegurar o brilho e a perfeita transparência da cerveja. 

Durante a filtração, são adicionados os antioxidantes, estabilizantes de espuma e correção do gás carbônico.

Uma vez filtrada e liberada pelo Controle de Qualidade, a cerveja estará pronta para ser acondicionada em garrafas, latas ou barris.


Fonte: Flávio Barone

Maturação da Cerveja


Terminada a fase de fermentação principal, inicia-se a fermentação chamada secundária, ou maturação, onde a temperatura oscila de - 1 à 0 ºC. 

No processo de Maturação existem quatro funções importantes: 

- Carbonatação; 

- Estabilização ao frio; 

- Clarificação; 

-Maturação do sabor e aroma.

Após a maturação, a cerveja deve ser clarificada por filtração, uma vez que, a simples sedimentação em tanques não produz resultados eficientes. 

Fonte: Flávio Barone

Fermentação da cerveja

A descrição tradicional quantitativa da fermentação cervejeira, se tem expressado como o processo anaeróbico, mediante o qual a levedura converte glicose em etanol e gás carbônico: 

C6H12O6 2C2H5OH + 2CO2 + Calor 

A fermentação depende de parâmetros básicos: 

- A composição do mosto (nutrientes de levedura) 

- Levedura 

- Condições de processo (duração, temperatura, volume, pressão, forma e tamanho do recipiente e agitação).

Fonte: Flávio Barone

Cerveja: Produção de Mosto - Cozinhamento

A moagem do malte tem os seguintes objetivos: tornar acessível todo o conteúdo do grão à ação enzimática e preparar devidamente a camada filtrante do mosto.

O malte moído é misturado com água cervejeira na tina de mostura, onde ocorre uma série de reações enzimáticas - principalmente a açucaração do amido do malte.

Esta mostura é então filtrada na tina de filtração, onde se separa a fase sólida (bagaço) da fase líquida (mosto).

O mosto é fervido com adição de lúpulo na tina de fervura. 

Depois de fervido, o mosto é resfriado através um resfriador de placas, é aerado e recebe uma dosagem de levedura cervejeira e vai para o Tanque de Fermentação e Maturação.

Fonte: Flávio Barone

Matérias primas da cerveja – Adjuntos


Os adjuntos utilizados em cervejarias são um suplemento ao malte de cevada. Os adjuntos são utilizados por serem mais baratos que o malte, além de poderem aumentar a capacidade de produção com o seu uso. 

Os adjuntos mais utilizados são: trigo, gritz (milho), arroz e açúcar (que pode ser adicionado na forma de xarope ou na forma granulado).

Fonte: Flávio Barone

Matérias primas da cerveja – Fermento

O fermento ou levedura, do gênero Saccharomyces, é um fungo que metaboliza os açúcares criados durante o processo de fabricação, tranformando-os em etanol, CO2 e alguns subprodutos, tais como ésteres (responsáveis pelos sabores e aromas frutados), fenóis (que dão os toques de especiarias à cerveja), entre muitos outros.

Fonte: Flávio Barone

Matérias primas da cerveja – Lúpulo

O lúpulo é o responsável por conferir o amargor da cerveja. existem dois tipos de lúpulo: o lúpulo de amargor e o lúpulo aromático. Lúpulo é uma trepadeira européia da espécie Humulus lupulus, da família Cannabaceae.

Fonte: Flávio Barone 

Matérias primas da cerveja – Malte de Cevada

O malte de cevada é a matéria-prima principal no processo de fabricação de cerveja. A cevada foi escolhida como melhor cereal devido a ter um alto teor de amido, existência de importantes enzimas e a importância de sua casca para o processo de filtração.

A cevada (Hordeum vulgare) é uma gramínea cerealífera e representa a quinta maior colheita e uma das principais fontes de alimento para pessoas e animais. 

O malte de cevada é uma matéria-prima utilizada nas cervejarias que exerce uma função de grande importância. 

A cevada passa por um processo de germinação e malteação nas maltarias que delegam importantes características ao malte, tornando o mesmo próprio para o consumo em cervejarias. 

Entre as principais características pode-se destacar a formação de enzimas que serão necessárias para o processo de mosturação na cervejaria.

A cevada destinada a produção de cerveja, a cevada cervejeira, precisa apresentar uma série de características, entre as quais, germinação mínima de 95%, percentagem de grãos classe 1 acima de 85% e teor de proteína não excedendo 12%. 

O malte é produzido a partir da modificação do endosperma do grão, através da germinação sob condições de ambiente controladas que ativa as enzimas, desencadeando modificações químicas dos principais componentes do grão (amido, proteínas, etc.), deixando o produto pronto para a fabricação de cervejas.

Fonte: Flávio Barone

Matérias primas - Água a base para uma boa cerveja

A água possui importância capital para a elaboração da cerveja, pois representa mais de 90% de sua composição. Não só sua qualidade deve ser levada em consideração, mas também o volume disponível para o processo.

A mentira sobre a água da cerveja: é costume ouvirmos clichês como “cerveja X, produzida com água pura da serra”, ou, “cerveja Y produzida com a mais pura água obtida nos glaciares andinos”. 

Essa argumentação sobre a fonte ou pureza da água não é verdade e não deve ser considerada, pois, todas as cervejarias no mundo tratam a água que utilizam da maneira que lhes convir, obtendo o que chamam de: ÁGUA CERVEJEIRA

Fonte: Flávio Barone

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Curiosidades, Dicas, Mitos e Polêmicas da Cerveja

As cervejas saem prontas da cervejaria, portanto, não precisam de envelhecimento. Quanto mais cedo consumi-las melhor. O prazo de validade da cerveja é, normalmente, de seis meses;

Toda cerveja deve ser guardada em pé, em lugar fresco e ao abrigo da luz, para evitar sua oxidação;

Depois de gelada a cerveja deve ser consumida. Nunca degelar e voltar à geladeira;

A temperatura ideal para beber a cerveja é entre 4 e 6 graus Celsius. Temperaturas muito baixas prejudicam a formação de espuma e anestesia as papilas gustativas;

Copos e canecas de cristal são os ideais, pois mantém melhor a espuma e a temperatura;

Resíduos de gordura no copo são fatais para a bebida, acabam com o colarinho e liberam o gás carbônico, o que deixa a cerveja sem gás. O popular “cerveja choca”;

A espuma revela o bom estado da cerveja; além de completar o visual do copo;

Com 90% de água, a cerveja é hidratante e diurética

Cerveja faz bem à saúde. Devido sua baixa graduação alcoólica, ativa o metabolismo. Além disso, é rica em vitaminas, carboidratos, proteínas e aminoácidos. Mas lembre-se, beba sempre com moderação.

O consumo moderado de cerveja, de quatro copos diários para um adulto tem efeitos benéficos sobre o equilíbrio psicológico e emocional, além de um papel preventivo contra diversas doenças;

Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e da República Checa fez um estudo, no qual entrevistaram um grupo de checos, considerados os maiores consumidores de cerveja do mundo, não encontrando nenhuma relação científica entre a quantidade de cerveja consumida e as dimensões da barriga;

Um copo de 300 ml de cerveja contém 120 calorias; um copo de 300 ml de suco de laranja (sem açúcar) contém 180 calorias;

Fonte: Flávio Barone

Classificação e tipos de Cerveja

Pela legislação brasileira a cerveja poderá ser denominada: Pilsen, Export, Lager, Dortmunder, München, Bock, Malzbier, Ale, Stout, Porter, Weissbier, Alt, etc e outras denominações internacionalmente reconhecidas que vierem a ser criadas, observadas as características do produto original. 

As cervejas são classificadas em 5 itens:


1 - Quanto ao Extrato Primitivo;

2- Quanto à cor;

3 - Quanto ao teor alcoólico;

4- Quanto a proporção de malte de cevada;

5 - Quanto à fermentação;


Extrato Primitivo: 

Cerveja leve - a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 5 % e inferior a 10,5 %, em peso;

Cerveja comum - a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 10,5 % e inferior a 12,5 %, em peso; 

Cerveja extra - a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 12,5 % e inferior a 14,0 %, em peso;

Cerveja forte - a que apresentar extrato primitivo igual ou superior a 14,0 %, em peso.

Cor:

Cerveja clara - a que tiver cor correspondente a menos de 20 unidades EBC; 

Cerveja escura - a que tiver cor correspondente a 20 ou mais unidades EBC.

Teor Alcoólico:

Cerveja sem álcool - quando seu conteúdo em álcool for menor que 0,5% em volume, não sendo obrigatória a declaração no rótulo do conteúdo alcoólico; 

Cerveja com álcool - quando seu conteúdo em álcool for igual ou superior a 0,5% em volume, devendo obrigatoriamente constar no rótulo o percentual de álcool em volume, sendo: 

Cerveja de baixo teor alcoólico: a que tiver mais de 0,5 até 2,0% de álcool 

Cerveja de médio teor alcoólico: a que tiver mais de 2 até 4,5% de álcool 

Cerveja de alto teor alcoólico: a que tiver mais de 4,5 até 7% de álcool

Proporção de malte de cevada:

Cerveja puro malte – aquela que possuir 100% de malte de cevada, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares; 

Cerveja – aquela que possuir proporção de malte de cevada maior ou igual a 50%, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares; 

Cerveja com o nome do vegetal predominante – aquela que possuir proporção de malte de cevada maior do que 20% e menor do que 50%, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares. 

Fermentação: 


Cerveja de baixa fermentação; 

São cervejas fermentadas a uma temperatura de até 13 graus centígrados. Formam a família denominada LAGER.

Cerveja de alta fermentação.

São cervejas fermentadas a uma temperatura acima de 13 graus centígrados. Formam a família denominada ALE.

Classificação e tipos de Cerveja:


Fonte: Flávio Barone



A história da cerveja

A origem da cerveja se perdeu no tempo:

Os sumérios e egípcios produziam cervejas há mais de 5.000 anos antes de Cristo; Os babilônios já fabricavam mais de dezesseis tipos de cerveja de cevada, trigo e mel há mais de 4.000 anos antes de Cristo;

Uma estátua de terracota representando um cervejeiro, de 2.400 anos antes de Cristo, foi encontrada em um túmulo egípcio;

Na América do Sul, séculos antes da chegada dos espanhóis, os incas já bebiam cerveja de grãos de milho;

Papiros egípcios, de cerca de 1.300 anos antes de Cristo, referem-se ao regulamento de venda de cerveja; Os monges alemães aperfeiçoaram a tecnologia cervejeira e atuaram, de certo modo, como vendedores por atacado;

A origem da cerveja brasileira é européia, tendo chegado ao Brasil por ocasião da vinda da corte de Dom João VI, em 1808;

A primeira cervejaria brasileira foi fundada em 1853 no estado do Rio de Janeiro.

A agricultura surgiu na Mesopotâmia em um período que estava entre revolução do Neolítico e Idade dos Metais. A mais antiga lei que regulamenta a produção e a venda de cerveja é a Estrela de Hamurabi, que data de 1760 aC, onde está escrito para ser condenado à morte quem não respeitar os critérios de produção indicados. Incluía várias leis de comercialização, tributação, fabricação e consumo da cerveja, relacionando direitos e deveres dos clientes das tabernas. O Código de Hamurabi também estabelecia uma ração diária de cerveja para o povo da Babilônia: 2 litros para os trabalhadores, 3 para os funcionários públicos e 5 litros para os administradores e Sumo Sacerdote. O Código também impunha punições severas para os taberneiros que tentassem enganar os seus clientes. 

A evidência mais antiga que se tem da cerveja vem de 2600 a 2350 a.C. Desta época, arqueólogos encontraram menção no Hino a Ninkasi, a deusa da cerveja, de que os sumérios já produziam a bebida. Já na Babilônia dá-se conta da existência de diferentes tipos de cerveja, originadas de diversas combinações de plantas e aromas, e o uso de diferentes quantidades de mel

Posteriormente, no antigo Egito, um dos faraós, Ramsés III (1184-1153 a.C.), passou a ser conhecido como "faraó-cervejeiro" após doar aos sacerdotes do Templo de Amon 466.308 ânforas ou aproximadamente um milhão de litros de cerveja provenientes de suas cervejarias. 

Praticamente qualquer açúcar ou alimento que contenha amido pode, naturalmente, sofrer fermentação. Assim, bebidas semelhantes à cerveja foram inventadas de forma independente em diversas sociedades em redor do mundo. Na Mesopotâmia, a mais antiga evidência referente à cerveja está numa tabua sumeriana com cerca de 6.000 anos de idade, na qual se veem pessoas tomando uma bebida através de juncos de uma tigela comunitária. A cerveja também é mencionada na Epopeia de Gilgamesh. Um poema sumeriano de 3.900 anos, homenageando a deusa dos cervejeiros, Ninkasi, contém a mais antiga receita que sobreviveu, descrevendo a produção de cerveja de cevada utilizando pão

A cerveja teve alguma importância na vida dos primeiros romanos, mas durante a República Romana, o vinho destronou a cerveja como a bebida alcoólica preferida, passando esta a ser considerada uma bebida própria de bárbaros. Tácito, em seus dias, escreveu depreciativamente acerca da cerveja preparada pelos povos germânicos. 

Na Idade Média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas ervas para aromatizá-la, como mírica, rosmarinho, louro, sálvia, gengibre e o lúpulo, utilizado até hoje e introduzido no processo entre os anos 700 e 800, mas uso de lúpulo para dar o gosto amargo e preservar é atribuída aos monges do Mosteiro de San Gallo, na Suíça. 

Houve um tempo em que o papel da levedura na fermentação era desconhecido. Na época dos Vikings, cada família tinha sua própria vara de cerveja que eles usavam para agitar o a bebida durante a produção. Estas varas de cerveja eram consideradas herança de família, porque era o uso da vara que garantia que a cerveja daria certo. Hoje em dia, sabe-se que estas varas continham uma cultura de levedura. A Lei da Pureza Alemã de cerveja de 1516 - A Reinheitsgebot - definia os únicos materiais permitidos para fabricação de cerveja como sendo malte, lúpulo e água. Com a descoberta do fermento e sua função no final da década de 1860 por Louis Pasteur, a lei teve que ser alterada. 

A maior parte das cervejas, até tempos relativamente recentes, eram do tipo que agora chamamos de ales. As lagers foram descobertas por acidente no século XVI, quando a cerveja era estocada em frias cavernas por longos períodos; desde então elas ultrapassaram largamente as cervejas tipo ale em volume. O lúpulo é cultivado na França desde o século IX. O mais antigo escrito remanescente a registrar o uso do lúpulo na cerveja data de 1067 pela Abadessa Hildegarda de Bingen: "Se alguém pretender fazer cerveja da aveia, deve prepará-la com lúpulo." No século XV, na Inglaterra, a fermentação sem lúpulo podia dar origem a uma bebida tipo ale - o uso do lúpulo torná-la-ia uma cerveja. A cerveja com lúpulo era importada para a Inglaterra (a partir dos Países Baixos) desde cerca de 1400, em Winchester. O lúpulo passou a ser cultivado na ilha a partir de 1428. A Companhia dos Fabricantes de Cerveja de Londres foi longe a ponto de especificar que "nenhum lúpulo, ervas, ou coisa semelhante será colocada dentro de nenhuma ale ou bebida alcoólica enquanto a ale estiver sendo feita - mas somente um licor (água), malte e uma levedura". Contudo, por volta do século XVI, "ale" veio a referir-se a qualquer cerveja forte, e todas as ales e cervejas continham lúpulo. 

No idioma eslavo, a cerveja é chamada piwo (pronuncia-se "pivo"), do verbo pić (pronuncia-se "pítch"), "beber". Por isso, piwo pode ser traduzido como "bebida", o que demonstra a importância que lhe é concedida. Origem da fabricação de cerveja do que sobre a origem do homem. 

Etimologia 

Existem vários pontos de vista: 

Segundo Joan Corominas, cerveja vem do latim cervēsia, que por sua vez, toma a palavra do gaulês, uma língua celta. A raiz celta parece ser um cognato do galês cwrw e do gaélico coirm.

Duboë-Laurence Philippe e Christian Berger sugerem que o francês cervoise viria de cerevisia, acrescentando em seguida que esta viria de Ceres, deusa romana da terra e dos cereais. Esta etimologia pertence a um gênero de etimologia de fantasia que os filólogos não levam a sério. Em todo caso, é amplamente aceito que "cereal" vem de cerealis, o que significa que pertencente à deusa Ceres, representada com espigas de trigo na mão. 

Em todo caso, a raiz comum é facilmente perceptível em suas formas em português cerveja, em espanhol cerveza, em catalão cervesa e em galego cervexa. Em outros idiomas europeus são usados ​​derivados da mesma raiz germânica, como a palavra bier, como no inglês beer, francês bière e italiano birra. Em inglês também usa-se a palavra ale, equivalente a öl palavra escandinava para a bebida. 

Fonte: Flávio Barone (mestre cervejeiro)

domingo, 28 de outubro de 2012

Sem afetação

Olá amigos! Meu nome é Silvestre, sou conhecido por ser editor do blog Vivendo a Vida destinado aos amantes do vinho. Você deve está pensando,que cara "fominha" quer entender de tudo, falar de tudo, rsrsrs. Se acalme! 

A minha história com a cerveja começou cedo, como bom brasileiro foi apresentado a ela por meu pai em alegres churrascos de domingo. A cultura era beber para refrescar, em grandes quantidades. De uns 2 anos para cá comecei a provar as cervejas especiais, elaboradas por pequenos produtores de todo mundo, inclusive do Brasil, mudando o meu conceito. As especiais lembram muito a degustação do vinho, pequenas quantidades, maior percepção no visual, aroma e sabor da bebida. Mas ainda não tinha maiores pretensões de conhecimento. 

Recentemente fui atraído por uma propaganda de um curso ministrado pelo mestre cervejeiro Flávio Barone, uma referência aqui em Vitória(ES). Foi surpreendente conhecer a história, produção,suas características e variedades. Diante dessa nova paixão, vou pertubar vocês com esse novo Blog, que como falei, é destinado para os amantes da cerveja. Opinião, curiosidades, dicas, onde achar, harmonizações e melhores notas. Tudo isso de forma simples, sem afetação.